DRM em vias de extinção?

Sem dúvida, os que militam pelo fim do DRM (Digital Rights Management) — dentre os quais eu me incluo — ganharam, nesta semana, um aliado de peso: Steve Jobs. Vejam o que diz em seu último post, dentre outras coisas, o CEO da Apple:

Much of the concern over DRM systems has arisen in European countries. Perhaps those unhappy with the current situation should redirect their energies towards persuading the music companies to sell their music DRM-free. For Europeans, two and a half of the big four music companies are located right in their backyard. The largest, Universal, is 100% owned by Vivendi, a French company. EMI is a British company, and Sony BMG is 50% owned by Bertelsmann, a German company. Convincing them to license their music to Apple and others DRM-free will create a truly interoperable music marketplace. Apple will embrace this wholeheartedly.


Para ele, há três alternativas possíveis:

  1. Continuar com a utilização do DRM;
  2. Substituir a tecnologia atual pela FairPlay DRM technology
  3. Abolir totalmente as tecnologias de DRM.

Obviamente tal posição não foi tomada e m um momento de excessivo altruísmo de Mr. Jobs. Motivações muito mais profundas estão levando a Apple — a qual, não nos esqueçamos, lidera o mercado mundial de música digital — a defender tal posição.

Experto como é, Steve Jobs sabe que insistir no DRM é remar contra uma maré invencível, movimento que, pelo visto, ainda não foi bem entendido pelo pessoal de Redmond. Vejam o que diz Jason Reindorp, diretor de Marketing do projeto Zune, da Microsoft, contrariando até mesmo uma recente declaração de Bill Gates:

Mr. Jobs’s call for unrestricted music sales was irresponsible, or at the very least naïve. It’s like he’s on top of the mountain making pronouncements, while we’re here on the ground working with the industry to make it happen.

Certamente esta briga ainda vai longe, mas eu me lembro muito bem, saudosamente, inclusive, do tempo em que comprávamos nossos LP’s; gravávamos nossas fitas cassete e todos — consumidores e gravadoras — viviam felizes e satisfeitos. O que mudou?

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